Metodologia
Como comparamos os métodos
Comparar métodos só faz sentido se as perguntas forem iguais para todos. Esta página descreve cada critério da ficha técnica, o que as notas de 1 a 5 significam e onde a nossa avaliação pode estar errada.
Os três tipos de critério
A ficha de cada método combina critérios de natureza diferente, e isso muda a forma de ler a tabela.
- Descritivos: objetivo, categoria, origem e ferramentas necessárias. Não têm nota, apenas informam.
- Classificatórios: frequência de uso, horizonte de planejamento, tipo de rotina, foco em tempo ou tarefas, uso individual ou em equipe. São categorias fechadas, sem ordem de mérito.
- Graduados de 1 a 5: dificuldade, organização exigida, flexibilidade, curva de aprendizado, esforço de manutenção e dependência de ferramentas. Aqui há escala, mas não existe nota "boa" ou "ruim" em abstrato.
As seis escalas, nota por nota
Nível de dificuldade
Quanto esforço mental e disciplina o método exige para funcionar como foi desenhado.
- Muito fácil
- Fácil
- Média
- Exigente
- Muito exigente
Notas menores indicam menor exigência sobre você.
Nível de organização exigido
O quanto sua vida já precisa estar arrumada para o método fazer sentido.
- Mínimo
- Baixo
- Moderado
- Alto
- Rigoroso
Notas menores indicam menor exigência sobre você.
Flexibilidade
Quanto o método aguenta imprevistos, mudanças de plano e dias fora do padrão.
- Rígido
- Pouco flexível
- Equilibrado
- Flexível
- Muito flexível
Notas maiores indicam mais liberdade de aplicação.
Curva de aprendizado
Tempo até você usar o método sem consultar instruções.
- Imediata
- Rápida
- Moderada
- Longa
- Muito longa
Notas menores indicam menor exigência sobre você.
Esforço de manutenção
Trabalho recorrente para manter o sistema vivo depois de montado.
- Quase nenhum
- Leve
- Moderado
- Alto
- Constante
Notas menores indicam menor exigência sobre você.
Dependência de ferramentas
O quanto o método depende de aplicativos, materiais ou estrutura externa.
- Nada
- Papel e caneta
- Ferramenta simples
- App dedicado
- Sistema completo
Notas menores indicam menor exigência sobre você.
Como uma nota é atribuída
A avaliação parte da descrição original do método e responde a perguntas objetivas. Em dificuldade, por exemplo: o método exige decisão em cada item ou aplica uma regra automática? Precisa de revisão periódica para não colapsar? Depende de estimativa de tempo, que é uma habilidade difícil? Cada resposta afirmativa empurra a nota para cima.
O tempo de implantação considera apenas a primeira montagem: reunir material, criar listas, configurar o quadro ou o calendário. Não inclui o tempo de uso diário, que aparece no critério de frequência, nem o período de adaptação, que varia demais entre pessoas para ser medido de forma honesta.
O esforço de manutenção mede o trabalho recorrente para o sistema continuar confiável. É o critério que melhor prevê abandono: métodos com manutenção alta funcionam bem por três semanas e desmoronam quando a primeira revisão é adiada.
Métodos semelhantes e combinações
A lista de métodos semelhantes em cada ficha não é escolhida manualmente. Ela é calculada pela soma de quatro fatores: pertencer à mesma categoria, atacar os mesmos problemas declarados, servir aos mesmos perfis de usuário e ter nível de exigência próximo. Por isso a semelhança às vezes surpreende — dois métodos de nomes muito diferentes podem resolver a mesma dificuldade pela mesma via.
Já a seção "combina bem com" é curadoria editorial. Ela indica pares que operam em camadas distintas: um método de priorização decide o que fazer, um de foco protege a execução e um de organização de informação guarda o material. Quem empilha camadas complementares tende a durar mais no sistema do que quem troca de método a cada mês.
Limites desta avaliação
- As notas são comparativas, não absolutas. Elas servem para posicionar um método em relação aos outros do catálogo, não para medir eficácia isolada.
- Não há medição experimental. Este é um trabalho de análise documental e aplicação prática, não um estudo controlado. Nenhuma nota deve ser lida como resultado científico.
- Variação individual é enorme. A mesma técnica pode ser trivial para uma pessoa e insustentável para outra, por razões de contexto, saúde e tipo de trabalho que a ficha não captura.
- Métodos evoluem. Vários autores revisaram suas próprias propostas ao longo dos anos. Descrevemos a versão mais difundida e citamos variações relevantes quando existem.
Revisão do catálogo
Cada ficha é relida em ciclos periódicos, com atenção a três pontos: se a descrição continua fiel à fonte original, se as notas seguem coerentes com o restante do catálogo e se os exemplos permanecem realistas. A data da última revisão fica no rodapé de todas as páginas, e correções apontadas por leitores entram na frente da fila.